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21-05-2019

Nova greve marcada na TST para os próximos dias 11 e 12 de junho

Greve na TST


Os trabalhadores da Transportes Sul do Tejo (TST) decidiram esta segunda-feira voltar a paralisar entre 11 e 12 de junho, por considerarem que a proposta de aumento salarial da empresa, para 685 euros, é uma provocação, informou fonte sindical.


Os trabalhadores decidiram fazer uma nova greve de 48 horas porque não concordam com a proposta feita pela empresa, entendem que é uma provocação tendo em conta os baixos salários praticados e pensam que a TST está em condições para chegar mais além.

No segundo e último dia de greve, cerca de 250 colaboradores da TST concentraram-se esta segunda-feira em protesto em Almada, no distrito de Setúbal, contra os 'ordenados mais baixos' do setor na Área Metropolitana de Lisboa.

No passado sábado, a TST propôs um aumento salarial dos atuais 673 euros para 685 euros, além da implementação de um sistema de folgas rotativas, o que os trabalhadores consideraram insuficiente.

Apesar de idealizarem um salário base de 750 euros,  os trabalhadores reivindicam 'já e de imediato 700 euros na tabela salarial com retroativos a janeiro deste ano'.

Além do protesto que decorreu esta segunda-feira, entre as 10h00 e as 12h00, os trabalhadores e sindicatos reuniram-se com a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros (PS), esperando um contributo para a resolução do conflito. Segundo os Sindicatos a reunião correu muito bem e a senhora presidente está solidária com a luta dos trabalhadores e vai fazer o que estiver ao seu alcance para ajudar no desbloqueio do conflito.

De acordo com os sindicatos, a autarca também mostrou preocupação com alguns 'maus serviços que a empresa está a praticar', principalmente quando 'tem o monopólio dos transportes na Península de Setúbal'. Por estes motivos, os motoristas voltam a paralisar no próximo mês, equacionando também a realização de duas concentrações na sede da TST, no Laranjeiro, em Almada.

A greve desta segunda-feira registou uma adesão na ordem dos 90 a 95% e a supressão de carreiras entre Setúbal e Lisboa, segundo os Sindicatos, apesar de a empresa apenas contabilizar 77,8%.

Esta foi a terceira vez que os colaboradores paralisaram por 48 horas, reivindicando aumentos salariais e a redução da carga horária.

A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos, designadamente Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.

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